quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aborto: Congresso pode reverter decisão



Ives Gandra Martins:
A única saída para as entidades contra o  aborto reverterem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – que autorizou o aborto de fetos anencéfalos – é apelar ao Congresso Nacional pela anulação da nova regra.  
A tese é do jurista de São Paulo Ives Gandra Martins. De acordo com o advogado, o Congresso pode tomar a decisão com base na prerrogativa de que ele deveria decidir sobre a questão do aborto com a criação de legislação específica; e não o Supremo, com base em sua avaliação.
Gandra é um dos juristas que assinaram um documento defendendo o voto contra a legalização do aborto de anencéfalo pelo STF. No documento, denominado memorial, os juristas – que formam a União de Juristas Católicos de São Paulo e União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro – afirmam que os defensores da proibição total do aborto não foram ouvidos pelos ministros antes dos votos. Em entrevista do Diário do Comércio, Martins observa ainda que a decisão do Supremo vale e deve ser respeitada. Veja a seguir os principais trechos da entrevista.
Diário do Comércio – Como o senhor avalia a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o aborto de anencéfalos?
Ives Gandra Martins –  A decisão está tomada e vale. Eu entendo, do ponto de vista exclusivamente acadêmico, que foi uma decisão incorreta. Eu entendo que o Supremo não tem essa competência, com base no artigo 103 parágrafo segundo da Constituição Federal. O correto seria o STF esperar uma decisão por parte do Congresso sobre o assunto. Assim,  houve uma invasão de competência da Justiça no Legislativo. No mais, o direito à vida é inviolável. E nossa legislação garante que a vida começa na concepção.
DC – Como fica agora?
Martins – O problema é se determinar, a partir de agora, uma anencefalia com absoluta segurança. Isso não é fácil para a Medicina. Por outro lado, o direito à vida não é determinado se o feto está bem ou mal formado. Se pensarmos assim, o doente terminal também não tem condições de sobreviver, então vamos legalizar a eutanásia. A vida é inviolável, mas se você a relativiza dizendo que alguém não tem condições de sobreviver, pode-se matar esse alguém.
DC – Como o senhor vê a atuação dos magistrados que votaram contra?
Martins – Com todo respeito que tenho pelos ministros do Supremo, acho que o ministro (Enrique Ricardo) Lewandowski foi muito claro, ao dizer que "não temos competência para decidir"; e o ministro (Antônio Cezar) Peluso também foi muito claro em dizer que "a vida é inviolável", e o que está na Constituição não pode ser interpretado de modo diferente. E essa é a nossa posição.
DC –Existe alguma possibilidade de reverter a posição do Supremo?
Martins – Só se o Congresso resolver anular a decisão. Porque o Congresso pode anular, com base no artigo 49 inciso onze da Constituição [cabe ao Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes].
DC – É a única saída das entidades contra o aborto? Pressionar o Congresso pela anulação da decisão do STF? 
Martins – É conseguir que o Congresso reverta a decisão, dizendo que houve invasão de competência.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Carta Endereçada aos Senhores Ministros do STF


Prezados senhores ministros,

Como cidadão brasileiro, gostaria de lhes comunicar que a possibilidade dos senhores votarem, no próximo dia 12, a despenalização da antecipação do parto (o que equivale ao aborto) de crianças portadores de anencefalia está aterrorizando o povo brasileiro. Se esses seres humanos extremamente indefesos forem considerados como material descartável, o que podemos esperar para o futuro do nosso País? Causa-nos muito estranhamento o fato dos senhores, exclusivamente, serem os responsáveis de uma decisão tão relevante, especialmente porque sabemos bem que há uma iniciativa popular que promove a aprovação do "Estatuto do Nascituro", que pretende garantir o respeito da vida humana desde sua concepção até à morte natural.

Gostaríamos de lembrar aos senhores que mais de 82% da população brasileira é contrária à prática do aborto. Além disso, os senhores não foram eleitos pelos brasileiros, mas sim colocados como ministros por indicação presidencial, presidente esta que se declarou várias vezes favorável ao aborto. Temos a sensação de que como nem por referendo, nem através do poder legislativo (Congresso e Senado) tal prática seria aprovada, a única via possível foi através do poder judiciário. Sabemos bem que, de acordo com o que está escrito na nossa Constituição, esse não pode legislar. Tememos que os senhores ministros mais uma vez atuem de forma contrária ao posto na nossa Constituição, em vistas de um suposto "espírito da lei" ou de uma "extensão dos direitos humanos" a pessoas desprotegidas.

A conduta do STF tem sido classificada por muitos como "ativismo jurídico"; entretanto, há vozes que a qualificam como uma forma explícita de "niilismo jurídico", ou seja, de negação de que o Direito Positivo tenha fundamentos no Direito Natural. Há ainda outros teóricos que observam uma mera posta em prática por todos os meios possíveis da vontade de "multinacionais da morte", como a Fundação Ford, a IPPF e outros na América Latina, que visam impor nos nossos países legislações de controle de natividade por qualquer meio possível, inclusive contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (de 1948), o texto da Nossa Constituição, o Tratado de Costa Rica e a imensa vontade popular. Há quem qualifique dita postura como "terrorismo jurídico", no qual são impostos à imensa maioria dos cidadãos brasileiros o silêncio e a impossibilidade de se manifestarem.

Não há nada que justifique cientificamente a interrupção da gravidez de crianças anencéfalas. A medicina deve curar os doentes e, na sua impossibilidade, aliviar os sofrimentos dos enfermos. Jamais deveria causar a morte do enfermo. A criança anencefálica não nasce em situação de morte encefálica, como foi reconhecido pelo governo dos EUA e comitê de bioética da Itália recentemente. Essa pode viver meses ou, em alguns casos, mais de um ano. Nesse tempo ela pode ser amada, respeitada e, uma vez morta, receber uma digna sepultura. O aborto não resolve nada, pois mata a pessoa enferma e destrói moralmente a mãe e, na maioria das vezes, toda a estrutura familiar. O aborto não é livre de riscos para a mulher que o pratica e, em algumas vezes, a anencefalia pode ser mal diagnosticada. Da vossa decisão depende a vida de muitas pessoas.

Gostaríamos de lhes dizer que se os senhores despenalizarem o aborto nesses casos, os senhores estarão atuando contra a vontade popular, a democracia (porque darão a sensação de não respeitar a divisão de poderes), o que diz a ciência biomédica e os senhores serão os únicos responsáveis diante da História do nosso País de tal decisão. Tal ato poderá ser comparado num futuro bem próximo aos mais repugnantes atos da história do nosso País, como foi a "escravidão legal". Negar o direito à vida desses seres humanos, de fato, será uma injustificada e cruel forma de discriminação. Sabemos que a imensa maioria dos que sofrem a "anencefalia" no Brasil são pessoas pobres e a anencefalia poderia ser reduzida com a ingestão de "ácido fólico" por parte das mulheres durante os três meses que antecedem a gravidez e no decurso da mesma. Essa substância é barata e seria desejável que o SUS a dispusesse a todas as mulheres gratuitamente e não que o Estado permitisse ou promovesse a morte desses seres que não tiveram os recursos suficientes para serem bem formados. Nosso Estado deveria trabalhar na promoção do nosso SUS e não permitir (ou obrigar) que os médicos, formados para salvar vidas, tenham que começar a praticar atos que só podem produzir a morte. Isso seria totalmente irresponsável, discriminatório e injusto.

Infelizmente, a maioria dos brasileiros não pode participar nessa decisão, esse poder nos foi negado e está exclusivamente nas mãos dos senhores decidir. Nós, povo brasileiro, não nos calamos antes dessa decisão e não nos calaremos depois dela. Continuaremos mobilizando a nossa população para exigir do nosso Governo políticas dignas que promovam um Sistema de Saúde decente, defensor e promotor da vida humana e estaremos educando a juventude sobre os riscos e os sofrimentos causados pelo aborto, que sempre destrói ao menos duas vidas: fisicamente a do filho (ainda que haja quem queira chamar somente de "feto" ou de "embrião") e moralmente a da mãe. Ao mesmo tempo, estaremos exigindo um genuíno respeito pelo texto da nossa Constituição, pela autêntica divisão de poderes no Brasil, pela verdadeira participação democrática. Nosso trabalho buscará ainda a formação dos mais jovens, de modo a educá-los para uma verdadeira responsabilidade nas suas relações interpessoais e familiares, de modo que não tenham que jamais pensar em praticar o aborto. Um governo responsável deveria investir nisso e não conformar-se com o dar a morte aos pobres e inocentes.

A despenalização da prática equivalente ao aborto desses seres humanos seria extremamente injusta porque negaria a essas o direito à vida. Além disso, poderia ser terrível para nossa população devido ao valor pedagógico das leis. O dito ato poderia aparentar a muitos uma radical banalização da vida humana. O povo brasileiro não quer isso.

Pedimos, pois, vossa atenta consideração à vontade do povo brasileiro e aos argumentos que as mesmas ciências médicas e bioéticas nos ensinam. Pedimos ao senhores uma atenta consideração aos dados reais da medicina e aos casos reais de famílias que no Brasil sofrem com o problema. A decisão dos senhores no próximo dia 12 marcará uma etapa nova da História do nosso País. Esperamos que seja positivamente, que nosso País possa continuar sendo reconhecido como um dos que mais amam e defendem a vida dos seres humanos mais indefesos e que se preocupam com o direito humano de todos, não somente dos mais fortes.

Agradecemos sinceramente a vossa atenção e esperamos uma afirmação incondicional dos senhores do valor de toda vida humana.

Indicamos-lhes um texto científico sobre o tema. E casos reais de famílias que acolheram a vida de crianças portadoras de anencefalia.

http://humanitatis.net/?p=5810

http://www.anencefalia.com.br/

http://www.portalum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4041%3Avitoria-de-cristo-crianca-com-anencefalia-completa-dois-anos-e-meio-de-vida&catid=88%3Ario-de-janeiro&Itemid=462

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=285811


Atenciosamente,

Pe. Anderson Alves
Doutorando em Filosofia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma.

Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=not&cat=107&scat=79&id=6030

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Páscoa é a festa da nova criação, explica Bento XVI


Sábado, 07 de abril de 2012, 18h47

Homilia Bento XVI - Vigília Pascal - 07/04/2012


Boletim de Imprensa da Santa Sé



Homilia
Santa Missa da Vigília Pascal
Basílica de São Pedro
Sábado, 7 de abril de 2012


Queridos irmãos e irmãs!
A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. Arrombou a porta que dá para uma nova vida, que já não conhece doença nem morte. Assumiu o homem no próprio Deus. «A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus»: dissera São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (15, 50). E todavia Tertuliano, escritor eclesiástico do século III, a propósito da ressurreição de Cristo e da nossa ressurreição, não temera escrever: «Tende confiança, carne e sangue! Graças a Cristo, adquiristes um lugar no Céu e no Reino de Deus» (CCL II, 994). Abriu-se uma nova dimensão para o homem. A criação tornou-se maior e mais vasta. A Páscoa é o dia duma nova criação, mas por isso mesmo, neste dia, a Igreja começa a liturgia apresentando-nos a criação antiga, para aprendermos a compreender bem a nova. E assim, na Vigília Pascal, a Liturgia da Palavra começa pela narração da criação do mundo. A propósito desta e no contexto da liturgia deste dia, são particularmente importantes duas coisas. Em primeiro lugar, a criação é apresentada como uma totalidade da qual faz parte o fenômeno do tempo. Os sete dias são imagem duma totalidade que se desenvolve no tempo, aparecendo os dias ordenados até ao sétimo, o dia da liberdade de todas as criaturas para Deus e de umas para as outras. Por conseguinte, a criação está orientada para a comunhão entre Deus e a criatura; a criação existe para que haja um espaço de resposta à glória imensa de Deus, um encontro de amor e liberdade. Em segundo lugar, na Vigília Pascal, a Igreja fixa a atenção sobretudo na primeira frase da narração da criação: «Deus disse: "Faça-se a luz"!» (Gn 1, 3). Emblematicamente, a narração da criação começa pela criação da luz. O sol e a lua são criados somente no quarto dia. A narração da criação designa-os como fontes de luz, que Deus colocou no firmamento do céu. Deste modo, priva-os propositalmente do caráter divino que as grandes religiões lhes tinham atribuído. Não! Não são deuses de modo algum; são corpos luminosos, criados pelo único Deus. Entretanto já os precedera a luz, pela qual a glória de Deus se reflete na natureza do ser que é criado.

Que pretende a narração da criação dizer com isto? A luz torna possível a vida; torna possível o encontro; torna possível a comunicação; torna possível o conhecimento, o acesso à realidade, à verdade. E, tornando possível o conhecimento, possibilita a liberdade e o progresso. O mal esconde-se. Por conseguinte, a luz aparece também como expressão do bem, que é luminosidade e cria luminosidade. É de dia que podemos trabalhar. O fato de Deus ter criado a luz significa que Ele criou o mundo como espaço de conhecimento e de verdade, espaço de encontro e de liberdade, espaço do bem e do amor. A matéria-prima do mundo é boa; o próprio ser é bom. E o mal não vem do ser que é criado por Deus, mas existe em virtude da sua negação. É o «não».

Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»: disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós. 

Mas isto, como pode acontecer? Como é possível chegar tudo isto até nós, de tal modo que não se reduza a meras palavras, mas se torne uma realidade que nos envolve? Por meio do sacramento do Batismo e da profissão da fé, o Senhor construiu uma ponte até nós, pela qual o novo dia nos alcança. No Batismo, o Senhor diz a quem o recebe: Fiat lux – faça-se a luz. O novo dia, o dia da vida indestrutível chega também a nós. Cristo toma-te pela mão. Daqui para a frente, serás sustentado por Ele e assim entrarás na luz, na vida verdadeira. Por isso, a Igreja antiga designou o Batismo como «photismos – iluminação». 

Porquê? A escuridão que verdadeiramente ameaça o homem é o fato de que ele é, na verdade, capaz de ver e investigar as coisas palpáveis, materiais, mas não vê para onde vai o mundo e donde o mesmo venha; para onde vai a sua própria vida; o que é o bem e o que é o mal. Esta escuridão acerca de Deus e a escuridão acerca dos valores são a verdadeira ameaça para a nossa existência e para o mundo em geral. Se Deus e os valores, a diferença entre o bem e o mal permanecem na escuridão, então todas as outras iluminações, que nos dão um poder verdadeiramente incrível, deixam de constituir somente progressos, mas passam a ser simultaneamente ameaças que nos põem em perigo a nós e ao mundo. Hoje podemos iluminar as nossas cidades de modo tão deslumbrante que as estrelas do céu deixam de ser visíveis. Porventura não temos aqui uma imagem da problemática que toca o nosso ser iluminado? Nas coisas materiais, sabemos e podemos incrivelmente tanto, mas naquilo que está para além disto, como Deus e o bem, já não o conseguimos individuar. Para isto serve a fé, que nos mostra a luz de Deus, a verdadeira iluminação: aquela é uma irrupção da luz de Deus no nosso mundo, uma abertura dos nossos olhos à verdadeira luz

Por fim, queridos amigos, queria ainda acrescentar um pensamento sobre a luz e a iluminação. Na Vigília Pascal, a noite da nova criação, a Igreja apresenta o mistério da luz com um símbolo muito particular e humilde: o Círio Pascal. Trata-se de uma luz que vive em virtude do sacrifício: a vela ilumina, consumindo-se a si mesma; dá luz, dando-se a si mesma. Este é um modo maravilhoso de representar o mistério pascal de Cristo, que Se dá a Si mesmo e assim dá a grande luz. Uma segunda idéia, que a reflexão sobre luz da vela nos sugere, deriva do fato de a mesma ser fogo. Ora, o fogo é força que plasma o mundo, poder que transforma; e o fogo dá calor. E aqui se torna novamente visível o mistério de Cristo: Ele, a luz, é fogo; é chama que queima o mal, transformando assim o mundo e a nós mesmos. «Quem está perto de Mim, está perto do fogo»: assim reza um dito de Jesus, que nos foi transmitido por Orígenes. E este fogo é ao mesmo tempo calor: não uma luz fria, mas uma luz na qual vêm ao nosso encontro o calor e a bondade de Deus. 

O Precónio, o grande hino que o diácono canta ao início da Liturgia Pascal, de modo muito discreto chama a nossa atenção ainda para outro aspecto. Lembra-nos que o material do círio se fica a dever, em primeiro lugar, ao trabalho das abelhas; e, assim, entra em cena a criação inteira. No círio, a criação torna-se portadora de luz. Mas, segundo o pensamento dos Padres, temos aí também uma alusão implícita à Igreja. Nesta, a cooperação da comunidade viva dos fiéis é parecida com o trabalho das abelhas; constrói a comunidade da luz. Assim podemos ver, no círio, também um apelo dirigido a nós mesmos e à nossa comunhão com a comunidade da Igreja, que existe para que a luz de Cristo possa iluminar o mundo. 

Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).
 


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=285828

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O homem deve ter razões para viver e para morrer, e não será a ciência a dá-lo a ele


Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=art&cat=110&scat=82&id=5811

2 de Março de 2012 / Comentários: O homem deve ter razões para viver e para morrer, e não será a ciência a dá-lo a ele", afirmou o prêmio Nobel para a Medicina, François Jacob. 1

A missão da Igreja é oferecer um compromisso ético aos modernos cientistas para o bem da humanidade. É uma questão de dignidade e respeito para a existência humana.

Galileu Galilei

A cristandade - e especialmente a Fé católica - é a religião que dá o verdadeiro significado ao mundo material porque é a religião que é baseada na criação e na encarnação, na qual o mundo é entendido como fruto de um Deus inteligente e pessoal. "Aquele que conservar a vida para si há de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim há de salvá-la" (Mt 10, 39). Perder a vida na procura de Deus significa o abandono à Verdade. A Revelação cristã, embora sobrenatural, não paralisa o crente, mas o encoraja à procura pela Verdade, pelo uso da razão iluminada pela Fé. A missão da teologia é manter o espaço do transcendente aberto num mundo cada vez mais pragmático e materialista. A pior coisa que poderia acontecer seria o cientificismo poder fechar a possibilidade do transcendente e a redução da realidade ao que apenas pode ser mensurado e observado.

A teologia deve promover o diálogo com a ciência a fim de não perder o seu lugar na conquista pelo entendimento. A revolução científica é insuficiente para mostrar o significado da vida e incutir uma esperança concreta. Após o escurecer da consciência, o homem necessita entender o seu lugar na criação para não cair em desespero. A teologia e a Fé podem providenciar uma realista e razoável explicação para o lugar do homem na terra. Porque há uma realidade na vida do homem que não é sujeito a ser mesurado ou verificado: o mundo das ideias, afeições, amizade e amor.

Muitos anos atrás, Santo Anselmo (?1109) descreveu a pesquisa teológica como fides quaerens intellectum,2 a Fé procurando entender. Acreditando em Deus, nós aprofundamos o nosso correto entendimento da realidade tal como nos é apresentada. A experiência é realidade, e ambas, Fé e ciência, podem trabalhar juntas para melhorar o entendimento, mas apenas se souberem respeitar-se mutuamente.

Por Padre François Bandet, EP.

Traduzido do original em inglês pelo Padre José Victorino de Andrade com autorização e revisão do autor.

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1 Cf. Apud B. Matteucci, Scienza, Fede e Ideologie, in Scienza e Fede, 1983, n. 9. 39.

2 St. Anselm of Canterbury, Proslogion, Prooemium, in ALAMEDA, J., ed., Obras completas de San Anselmo. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1952. 82.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Responsáveis pela nossa vida!


Para que eu vivo?

Enquanto não tivermos uma resposta a esta pergunta, uma  resposta que nos mostre o significado da nossa existência - a nossa razão de viver, de amar, de lutar, de trabalhar… -, não seremos autênticos seres humanos. Seremos bichos mais ou menos pensantes que circulam, comem, bebem, dormem, fazem sexo, fuçam, desfrutam, se enjoam, se iludem, se desiludem, trabalham, brigam, se deprimem, vão ao psiquiatra, não sabem o que lhes acontecem, envelhecem e morrem.

Faz já alguns anos, uma crônica jornalística reproduzia a resposta de uma mocinha carioca à pergunta sobre o que achava dos bandos de vândalos e pixadores que danificam instalações públicas: - «Para mim - dizia ela -, as pessoas não sabem mais o que fazer das suas vidas». Sem grandes filosofias, essa menina lembrava que nós é que temos de “fazer a nossa vida”, que é preciso “fazer algo com ela”, e que não faremos nada de válido se não “soubermos o que fazer”. Justamente por termos uma inteligência e uma vontade livre, somos os responsáveis pela nossa vida. Que fazemos dela? Que faremos dela?

Essa filósofa-mirim trouxe-me à memória outra menina e outra reportagem de jornal. No caso, uma reportagem bem triste. Em São Paulo, há vários anos, uma estudante de dezesseis anos despencou - ou se jogou? - da janela de um dos últimos andares de um prédio de apartamentos, onde uma turma de colegas consumia drogas. Morreu na hora. Entre os seus papéis, acharam-se rabiscos de umas confissões íntimas. Desse texto, basta uma amostra: «Vou ver se aqui eu consigo dizer tudo o que sempre quis dizer. Em primeiro lugar, eu queria viver. Mas eu vivo, o problema não é esse. O problema é ter que viver para quê? Ou para quem? Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente».

A pobre mocinha não tinha descoberto ainda para que vivia, e por isso se achava perdida, sem sentido e sem rumo. Isso faz pensar que, mesmo na sua trágica desorientação, tinha uma intuição profunda do sentido humano da vida. Reparemos que ela não colocava a sua realização em possuir bens, em enriquecer, gozar dos prazeres da vida (como seria de esperar, mexendo-se num ambiente consumista e hedonista), mas numa “razão de viver”, que não conseguia achar: «Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente». Só por isso era humana: porque sentia a sede de sentido, sem a qual tudo acaba em absurdo e frustração.



Eu sou fiel a mim mesmo?

À vista desses dois episódios, tornam-se incisivas estas perguntas: - Podemos dizer que estamos configurando, orientando a nossa vida de acordo com um ideal que a cumule de sentido, ou pelo menos que lutamos para chegar a isso? Esse ideal move-nos de maneira a vencermos a preguiça, a pressão do ambiente, os impulsos meramente instintivos, a inércia e a moleza, que apagam qualquer ideal?

Estejamos certos de que só vivendo assim - à procura de um ideal que nos encha de sentido - poderemos dizer que somos fiéis a nós mesmos, à grandeza do que nós somos, às exigências profundas da nossa dignidade de pessoas humanas; em suma, poderemos dizer que somos autênticos seres humanos.

Talvez nos mostre uma pista, para começarmos essa procura, um comentário do protagonista do romance Life after God (”A vida depois de Deus”, deste Deus que “nós matamos”), do americano Douglas Coupland. O escritor se autodefine como membro da «primeira geração americana educada sem religião», e retrata a falta de sentido e o tédio acumulado de muitos dos seus companheiros, criados no vácuo do prazer sem Deus (drogas, álcool, sexo-carne, ausência de compromissos).

No fim do romance, o protagonista faz chegar uma mensagem à namorada, que é como que o grito do vazio: «Pois bem… eis o meu segredo. Digo-o com uma franqueza que duvido voltar a ter outra vez; de maneira que rezo para que você esteja num quarto tranquilo quando ouvir estas palavras. O meu segredo é que preciso de Deus; que estou farto e que já não posso continuar sozinho. Preciso de Deus para que me ajude a dar, pois me parece que já não sou capaz de dar; para que me ajude a ser generoso, pois me parece que desconheço a generosidade; para que me ajude a amar, pois me parece que perdi a capacidade de amar…».

Não vale a pena pensarmos a sério nessas coisas todas?

Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/?p=1110


Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12726
02/03/2012 - 08h00

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pecados Capitais: Terapia de Cura do Pecado da Luxúria ou Impureza

Fonte: http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/2012/03/23/pecados-capitais-terapia-de-cura-do-pecado-da-luxuria-ou-impureza/
Por Padre Luizinho no dia mar 23rd, 2012 sobre Espiritualidade, Formacao, Quaresma.

O tempo da Quaresma é uma grande revisão de vida para os cristãos, por isso, acho necessário meditarmos sobre os pecados e suas conseqüências em nossas vidas, sempre a luz da Palavra de Deus e da Doutrina de nossa Igreja. Faça a leitura da Palavra de Deus (cf. Marcos 7, 14-23) hoje para você e depois vamos refletir sobre mais um pecado capital: O Papa Bento XVI disse: “O mundo não compreende o pecado”, por isso, é necessário a formação da reta consciência através da pregação e da catequese.

O pecado da Luxuria ou impureza


“É do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas…”

A gravidade do pecado da impureza, também chamado de luxúria, é que mancha um membro de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12,27).
“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (1 Cor 6,15).
“Tomarei, então, os membros de Cristo, e os farei membros de uma prostituta? Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gen 2,24)” (1 Cor 6,16). Toda vez que eu peco, o meu pecado atinge todo o corpo de Cristo. De forma especial isso ocorre no pecado da impureza; o que levava São Paulo a pedir aos coríntios, dentre os quais havia esse problema: “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1 Cor 6,18).

São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo. “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo: Deus que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Cor 6,13). “Glorificai, pois, a Deu s no vosso corpo” (1 Cor 6,20). Nosso corpo está destinado a ressuscitar no último dia, glorioso como o corpo de Cristo ressuscitado. “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso…” (Fl 3,20).

Isso explica a importância do nosso corpo, que levava Paulo a dizer aos coríntios: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós” (1 Cor 3,16-17). Jesus foi intransigente com o pecado da impureza. No Sermão da Montanha, Ele disse: “Todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). O Senhor quer assim destruir a impureza na sua raiz; isto é, no coração dos nossos pensamentos.


“Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (Mt 15,19).

Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como nos recomendou o Senhor: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Todos nós já pudemos comprovar como é fraca a natureza humana, enfraquecida pelo pecado original. Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.

São terríveis as consequências da vida sexual antes ou fora do casamento: adolescentes grávidas, sem o mínimo preparo para serem mães; pais solteiros, filhos abandonados e “órfãos de pais vivos”, abortos, adultérios, destruição familiar, doenças venéreas, AIDS etc. O sexo é belo, mas fora do plano de Deus é um desastre, explode como uma bomba atômica.

Fonte: www.cleofas.com.br no Livro Os pecados e as virtudes capitais, Prof. Felipe Aquino.

O que é necessário para combater a Luxuria? Com certeza a virtude da Pureza, vamos ver o que o Padre Paulo Ricardo nos aconselha: 




Minha benção fraterna.
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pornografia: a droga mais poderosa e devastadora que existe!


Depoimentos reais de quem perdeu tudo na pornografia.

Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com.br/2011/11/droga-mais-poderosa-e-devastadora.html

A droga mais poderosa e devastadora inventada pela humanidade se chama pornografia. Graças à ela, inúmeras pessoas perderam a esperança de ter uma vida digna, devido à força de hábitos compulsivos que as dominam e escravizam. Não obstante os graves efeitos originados pela indústria pornográfica, eles foram amplificados depois da popularização da internet. Hoje, qualquer pessoa, no sossego e anonimato proporcionado pelo seu lar, pode ter acesso ilimitado ao longo das 24 horas a material pornográfico, praticamente tornando-o o seu “alimento” de cada dia.

Com o propósito de enfatizar a correlação entre pornografia e droga, câncer, AIDS e morte, selecionei alguns depoimentos anônimos* postados no artigo sobre vício em sexo e os dividi em dez grupos significativos que enfeixam os danos irreparáveis provocados nas pessoas. Em todos eles, há elementos que se repetem indefinidamente, como se fossem os giros de um monótono moinho de oração. Desta forma, para quem acredita que a pornografia é o estado da arte da liberdade de um povo, nada melhor do que parar para escutar os seus escravos.

1- Déficit de Sono:

“É, eu sei que sou viciado em masturbação, tenho 35 anos e não posso ficar sozinho, principalmente só e na frente de um PC, que fico vendo sites XXX e me masturbando por horas, às vezes gozo umas 2 ou 3 vezes em 6 horas ininterruptas de masturbação e no trabalho, pois fico só à noite e deixo até de dormir para me masturbar e no dia seguinte estou um caco. Minha esposa tem uns problemas de ordem ginecológica – miomas e endometriose – o que restringe muito nosso relacionamento sexual a uma relação por mês. Poderemos tratar em breve pelo plano de saúde dela que está acabando a carência, mas acho que isso não é desculpa para o meu vício que vem desde a adolescência.”


2- Masturbação compulsiva.

“Oi, procurei alguma página que pudesse me ajudar com essa droga. Sou viciado em me masturbar desde quando eu descobri a minha ereção com cerca de 10 anos de idade, sendo que hoje tenho 18, desde então, o máximo período que fiquei sem me masturbar foi um mês e isso no começo, agora quero todo o dia, é site com vídeos, fotos, revistas virtuais ou não, com minha ex-namorada era terrível, ela era evangélica e eu já sem convicção, mas batizado e frequentando a igreja, só queria fazer com ela, tentativas frustradas pois não achávamos locais adequados, todos tinham pessoas e não saímos da masturbação e do oral (acho que isto piorou o meu estado), todo dia era motivo de medo e de choro, não tenho vontade de me masturbar mas isso toma conta de mim, é horrível, tenho prazer no começo e uma tristeza enorme no fim.”


3- Ideia fixa.

“Eu mesmo não aguento mais a compulsão de olhar pra tudo que é mulher nas ruas (quando estou sem minha esposa claro, tento não constrangê-la), procurando ver seus seios, chega ser hipinótico quase quebrando o pescoço para olhar. Eu tento me controlar mas está cada vez mais difícil, não escapa nem as adolescentes.” (Este comentador já aponta o caminho claro à pedofilia, como será aprofundado no depoimento 10.)

4- Culpa.

“Nunca contei isso para ninguém, mas das opções acima, só nunca me passou pela cabeça estuprar. Todos os outros sintomas eu tenho. Tornei-me adepto do sexo fácil, ou seja, nem sempre podia pagar uma prostituta, aliado ao fato de a esposa não querer transar, ter que fazer tudo escondido, acabei me permitindo às facilidades da masturbação em frente ao PC. Com o tempo, isto não satisfazia mais. Queria vídeos exclusivos e passei a trocar até vídeos de pedofilia para conseguir vídeos caseiros em troca. Mas também não saciou, as coisas ficaram mais interpessoais quando instalei a webcam. O leque de opções aumentou. Encontros iniciais, sexo esporádico com certa frequência, mas ainda não bastava. Descobri então a minha maior mágoa e a culpa do vício, me envolvi com a facilidade da relação homossexual. O leque era ainda maior. Garotos novinhos que curtiam o sexo oral, os que se faziam passar por meninas, os mais experientes, todos, sem exceção.
E eu por cumprir sempre o papel de ATIVO, não percebia que seria uma questão de tempo para que se tornasse trágico toda essa promiscuidade. Estou agora com muito medo, pois ainda não sofri nenhuma consequência deste transtorno, meu casamento tem rusgas, mas está de pé, ainda não perdi meu emprego, a família se respeita. Não pretendo assumir jamais esse passado recente, mas preciso de ajuda urgente. A culpa está tomando conta de mim. E não posso revelar esse vício e manter o passado inerte. Minha esposa iria se enojar de mim e não entender como vício ou coisa qualquer. Existe tratamento anônimo, sem dinâmicas de grupo ou de casais? Socorro!!!!”

5- Interminável perda de tempo nos chats.

“Tenho 30 anos, casado e venho tendo problemas com minha esposa por muitas vezes, tipo chegar atrasado aos compromissos, ficar até tarde na internet (podendo estar um pouco mais com ela). Na internet tenho uma conta de MSN onde somente acesso temas de sexo. Assim como a maioria dos homens, procuro em chat de relacionamento o contato com mulheres que sintam desejo de manter contato virtual. Não tenho interesse em manter um contato físico com outras mulheres, somente virtual. Essa fantasia virtual, esse “anonimato” que tudo se pode falar, que tudo se pode fantasiar, onde se não houver afinidade nos desejos somente se aperta o botão “deletar” e pronto, vou tentar em outra. Nessa tentativa se passam horas, dias, meses de busca incessante, quando poderia estar investindo perfeitamente em outros assuntos, crescimento pessoal, negócios, diversão, etc.”

6- Sonolência.
“Eu chego atrasado nos lugares, fico sonolento, termino não cumprindo com as minhas obrigações e compromissos e… tudo por que?! Porque estou perdendo meu tempo com coisas extremamente sexuais.”



7- Arrependimento e depressão.

“Oi, por favor, simplesmente preciso de ajuda. Eu não saio com garotas, não traio mais a minha esposa, consegui superar isso e acho que não vai mais acontecer. Porém, continuo descarregando minha ansiedade sexual em pornografia; coisas terríveis, grotescas, que me fazem sentir nojo depois da masturbação e ejaculação. Eu não levo estas coisas para a vida real. As coisas que eu vejo, ficam somente na fantasia, mesmo. Mas, o peso da culpa é tremendo, me faz desejar a morte, não consigo mais achar graça na vida. Quando entro na internet não consigo parar de ver estas imundícies, a depressão acaba comigo depois, sinto-me numa jaula, acorrentado. Eu não quero mais ser assim, eu tenho que mudar, é terrível!
Vi nesse artigo a respeito de tomar prozac, será que se eu tomasse, isso me ajudaria? Não tenho coragem de contar para minha esposa isso, preciso muito, muito de ajuda.”


8- Falência do casamento.

“Olá! Bom, meu caso também é sério, sou casado há 3 anos e meio, no começo do casamento contei para a minha esposa o problema que eu tinha em relação ao sexo compulsivo, vejo que o assunto não é tão fácil de se resolver como parece, tivemos uma discussão antes de ontem e nosso casamento acabou não quero mais fazê-la sofrer, apesar de não conseguir falar a ela que a amo muito mas eu sei dizer que amo sim, ela é muito especial, evangélica e tudo de bom, mas essa desgraça de sexo compulsivo é como um câncer, um vírus de HIV, parece que não tem cura, tentei de varias maneiras, na igreja, orando, participando de retiros específicos de renuncia e arrependimento com muita oração e ministração, porém nada resolveu para mim pelo menos, mas o pior de tudo é que isso corroí la dentro e a gente sente a destruição aos poucos, mais terrível ainda é que a gente não encontra ajuda em lugar nenhum, não ajuda especializada.

Era para ser tudo lindo em meu casamento, uma linda esposa, a família dela praticamente me adotou são maravilhosos comigo, nossa casa está montadinha, pintamos, decoramos, estava tudo perfeito, mas essa desgraça não só acabou com meu casamento, como está me destruindo aos poucos ao longo dos anos da minha vida, não devia ter casado com essa moça, ela realmente não merecia isso, eu tenho 37 anos e ela tem 27, linda, perfeita, a mulher certa para casar, excelente dona de casa, mas infelizmente não casou com o cara certo, me sinto uma desgraça, me sinto um amaldiçoado, esperar o que, nasci de uma mãe que me abandonou e era prostituta e nem sabia quem era meu pai, essa desgraça de sexo descontrolado vem direto do inferno e mata e destrói as pessoas, é terrível isso, meu casamento tinha tudo para dar certo, mas consegui acabar com ele por causa dessa desgraça embutida em mim desde o ventre de minha mãe; e agora? Como que se resolve isso, não, não, isso não tem solução, só piora meu amigo, e a desgraça aumenta cada vez mais e você vai ficando cada vez mais sozinho, desamparado à margem dos que passam com sucesso, isso é igual a viciados em drogas, dificilmente conseguem sair dessa situação, ou morrem pela própria droga ou pela polícia ou por traficantes, enfim mais cedo ou mais tarde ele vai morrer de qualquer jeito; e é assim que me sinto, que estou morrendo aos poucos e não consigo encontrar nenhum tipo de ajuda, grito ao vento mas ninguém escuta.

O pior de viver uma vida como essa é que na hora que você deseja as pornografias oferecidas, a gente se delicia, mas depois que passa esse momento de prazer sinto nojo de mim, do que fiz, do que vi e tudo mais, cada coisa horrível que fazem e a gente vê. Isso tudo é um vírus do inferno que vêm para destruir a vida das pessoas. Diga-me, como alguém pode viver desse jeito? E pior é que tem gente que gosta e aprova tudo isso. Minha ex-esposa tem razão, que nojeira tudo isso. Como pode uma pessoa quem tem filhos uma família perfeita linda viver em uma imundícia dessa. Minha ex me perguntou se era nessa podridão que eu queria criar um filho caso os tivéssemos. Então é isso, já perdi meu casamento, não vou ter a filha que tanto desejei ter, não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas não vou desistir de mim tão facilmente, desisti do casamento, mas ainda não vou desistir de mim vou lutar para me livrar desse vírus mortal até o último dia da minha vida e ainda vou morrer com dignidade.”
Comentário postado aqui.

9- Decadência.

“Tenho 45 anos, sou viciado em sexo. Perdi meu casamento de 16 anos, estou desempregado, e só consigo ter ânimo para buscar parceiros na net, frequentar locais de encontros sexuais. Cada dia eu quero mais, quero uma novidade, agora estou entrando na fase do sexo sem camisinha.”

10- Pedofilia.

“Bom eu já reconheço que sou viciado em sexo. Sou casado há nove anos, e por consequência de vários abusos sexuais, quando meus tios me violentaram e uma empregada também, quando com 8 ou 9 anos me forçava a praticar sexo com ela. Isso me levou a uma compulsão louca por sexo por vídeos pornográficos e tudo relacionado a sexo me excitava e eu me masturbava na adolescência até mesmo se alguma garota fizesse alguma insinuação sensual eu corria me masturbar. Hoje, com 34 anos já trai minha esposa algumas vezes, quando da ultima vez não aguentei a culpa e confessei tudo a ela. Então, ela resolveu me perdoar.

Só que o problema é que minha esposa tem uma filha (no caso minha enteada) hoje com 14 anos, e eu já, acreditem, me masturbei muitas vezes pensando nela, já armei para que ela assistisse filmes pornôs várias vezes…” “…porém depois vem a depressão profunda, por não aceitar isso, por saber que é errado, e fica uma guerra por não querer que nada de mal aconteça a ela, pois a trato como os meus filhos e confesso que tenho medo de me tornar um pedófilo, se é que já não sou. Por favor me ajudem, preciso mesmo de ajuda, já perdi o emprego por descrever um sonho que tive com uma aluna de 15 anos em uma escola em que era professor, que causou um trauma psicológico enorme na probrezinha e desde então vivo uma crucial e desigual luta entre minha compulsão e a razão!”

Reflita sobre as seguintes observações:
1. Vejamos à definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos indulgência para com o apetite; dedicado aos ou preocupado com os sentidos” e “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?

2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: ” Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27,28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que é que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?

3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.

4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3).

5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12).
Paulo também diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12).

Você é escravo da masturbação?

Reflita sobre os cinco enunciados acima, para determinar se, para você, a masturbação é pecado.
Liberte-se!
Minha conclusão é que a masturbação não deve fazer parte da vida de nenhum ser humano. O Senhor nosso Deus não nos fez para sentirmos prazeres passageiros que causam manchas na mente e principalmente na alma. Se você que acabou de ler essa reportagem passa por isso, eu digo que você tem jeito!

VOCÊ CONSEGUE VENCER!!!
VOCÊ CONSEGUE VENCER!

Como vencer essa tentação?
Confessando-se com profunda contrição e arrependimento
Oração
Jejum
Atos de penitência para reparação
Leitura da Bíblia
Procurando ser grato a Deus por tudo que Ele faz por ti
Renunciando a si mesmo
Evitando todas as situações que lhe leve a pecar
Meditando sobre o inferno
Olhando somente para Deus
Não vai ser fácil, mas tenha paciência e peça essa grande graça a Deus, procure pessoas espirituais que possam lhe ajudar, contudo use o amor que você tem a Deus e o medo de ir para o inferno para lutar contra SATANÁS o príncipe deste mundo.

A VIDA PASSA RÁPIDO, E O CÉU NOS ESPERA!



Fontes de pesquisa:
http://reporterdecristo.com.br
http://google.com.br
http://blog.cancaonova.com
http://lucianosantos.net/jovens/o-jovem-cristao-e-a-masturbacao/