terça-feira, 22 de maio de 2012

Mensagem de um médico aos Ministros do Supremo Tribunal Federal

Aos Excelentíssimos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),


Respeitosamente, informo-lhes como cidadão brasileiro, natural do Rio de Janeiro, RJ, que o direito à vida é sagrado, não tendo nenhum de nós o direito de determinar quem deve viver e quem deve morrer, não importando se o ser humano em questão tem ou não malformações.

A vida humana verdadeiramente começa no momento da concepção, a qual se dá no terço superior da trompa uterina, quando surge o zigoto pelo encontro do espermatozóide com o óvulo. O zigoto vai sofrendo mudanças num processo contínuo, até a sua nidação no endométrio uterino. Todos nós, sem exceção, começamos a nossa existência a partir da fase de zigoto (primeiros quinze dias da fecundação até a nidação), que é seguida pela de embrião (da terceira até a sétima semanas de gestação, quando todos os nossos órgãos são formados), que é seguida pela fase fetal (do início da oitava semana até as 37-39a semanas de gestação, quando se dão o crescimento e o desenvolvimento dos órgãos e sistemas já formados). Da fase fetal vem a de recém-nato lactente, depois a de criança, depois a de adolescente, a de adulto jovem, a de adulto maduro, e por fim a de adulto idoso. Negar tudo isso é negar a Verdade biológica.

Todos nós  erramos e a capacidade que temos de buscar justificativas para os nossos erros (pecados) é ilimitada!  Quantos tratados são escritos buscando-se justificar o que é moralmente, intrinsecamente mal! As justificativas escritas e faladas são múltiplas, geralmente bem elaboradas, e envolvem sempre uma visão parcial dos problemas complexos da vida, podendo ser justificativas jurídicas e/ou políticas e/ou sociológicas e/ou psicológicas e/ou filosóficas e/ou circunstanciais e/ou econômicas e/ou históricas, etc, etc.

A Verdade por ser a Verdade é perene, não muda! Nenhum problema complexo, que envolve o viver humano, realmente se resolve por meio de soluções simples como a aprovação de uma Lei que  torna lícito o moralmente ilícito, o intrinsecamente mal. Problemas complexos exigem soluções complexas.

Toda questão polêmica, pelo simples fato de ser polêmica, ao gerar posições moralmente contraditórias, já mostra ser, em si, intrinsecamente, um mal moral, que se quer aprovar como sendo aceitável ou como sendo moralmente indiferente. Dito de outro modo: A polêmica surge quando se quer tornar moralmente lícito o que é intrinsecamente, naturalmente, um mal moral.

Nenhuma Lei consegue transformar a mentira em verdade. Sabemos que nem tudo o que é legal na Lei é moralmente lícito.

É dever do Estado defender sempre a vida, especialmente a do mais fraco, principalmente de quem não tem voz, devendo o nascituro ser incluído neste grupo, independentemente de ele ser ou não malformado, e desde o momento da concepção, pelo que foi explicado acima.

Somente a Verdade nos torna verdadeiramente humanos, verdadeiramente livres e verdadeiramente felizes. Onde o Amor prevalesce todos os problemas, por mais complexos que sejam, encontram a sua solução. Lembrem-se do exemplo da madre Teresa de Calcutá, que sempre defendeu a prevalência do Amor na solução dos problemas complexos da vida. Ela, aparentemente sem nada, no seu testemunho de Amor ao próximo, incluindo as crianças não-nascidas, não-queridas, conseguiu com a ajuda de Deus, o humanamente impossível.

Os Senhores e Senhoras Ministros do STF, como Doutores da Lei, devem lembrar-se que o Dono da Verdade está acima de nós. Sem Ele não somos nada e facilmente trocamos os pés pelas mãos.


Atenciosamente.

Fernando Colonna Rosman
Professor Adjunto
Departamento de Patologia
Faculdade de Medicina
Universidade Federal do Rio de Janeiro

Médico Patologista
Serviço de Anatomia Patológica
Hospital Municipal Jesus
Rio de Janeiro-RJ
Av. Borges de Medeiros 3181
CEP 22470-001 Rio de Janeiro, RJ
 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aborto e as eleições 2012

Até o ano de 2010 a grande mídia, o governo, os partidos políticos de esquerda e ONGs ligadas ao movimento pró-aborto apresentavam o aborto como uma unanimidade nacional. Nas reportagens da grande mídia, nos discursos políticos, nos projetos de Lei, principalmente do PT, e nos encontros organizados por entidades pró-aborto só se falava que o aborto era uma necessidade nacional, que o povo brasileiro queria e precisa desesperadamente da legalização do aborto e coisas semelhantes. Até o ano de 2010, se dizia, por exemplo, que era preciso se fazer um amplo debate sobre o aborto e que apenas uma minoria de reacionários e conservadores é que eram contrários a essa prática.
Nas eleições presidenciais de 2010, quando a então defensora do aborto, a Sra. Dilma Rousseff, mudou de ideia e passou a ser defensora da vida humana, a sociedade brasileira resolveu seguir o conselho da grande mídia, do governo, do PT e de outros grupos favoráveis ao aborto, ou seja, a sociedade resolveu debater, de forma aberta, a questão do aborto. Esse debate se deu principalmente por meio da internet.
Curiosamente, ao contrário do que se dizia na grande mídia, no governo e em outros setores pró-aborto, a sociedade civil brasileira se apresentou majoritariamente contrária a legalização do aborto. Inclusive o tema do aborto, que foi colocado de forma indireta por meio de blogueiros independentes, terminou mudando o rumo da campanha eleitoral de 2010. Uma campanha que estava destinada a ser sem graça, sem novidades e ter o coroamento da vitória esmagadora da candidata do PT no primeiro turno. Por causa do apoio a legalização do aborto a então candidata, a Sra. Dilma Rousseff, quase perdeu a eleição e deve que mudar de opinião. O aborto foi o diferencial na campanha eleitoral de 2010.    
O que vimos em 2010 foi que, ao contrário do que se dizia na época, a sociedade brasileira não é a favor dessa prática desumana e não são grupos minoritários que criticam essa prática. Pelo contrário, a grande maioria da população faz duras e severas críticas ao aborto. Devido a isso, de forma surpreendente, o aborto simplesmente sumiu da pauta da mídia, do governo, do PT, das ONGs, etc. Parece até que nunca se falou de aborto no Brasil.
O problema é que em 2012 teremos novas eleições. Dessa fez para prefeitos e vereadores. É claro que prefeitos e vereadores não criam ou modificam as leis, mas são agentes políticos e, por causa disso, têm poder de influenciar na construção das leis. Sem contar que a prefeitura de algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm projeção e influência política nacional, incluindo o congresso. Por causa disso as eleições 2012 são importantes tanto a nível nacional como dos interesses políticos no congresso.
Um dos temas que, com toda certeza, voltará à pauta é o aborto. Por mais que a grande mídia, o governo, o PT e outros setores políticos tentem apagar e abafar, esse é um tema que está sendo discutido e debatido nas ruas. As ruas falam uma linguagem diferente daquela que é falada pela mídia e pelos partidos políticos. As ruas falam do aborto e querem saber o que pensam os candidatos a prefeitos e a vereadores. O povo brasileiro não quer que o aborto seja legalizado e, por isso, está curioso para saber o que pensam os candidatos sobre esse e outros temas morais.
Por exemplo, em São Paulo, grande e importante colégio eleitoral, qual a posição do pré-candidato ou candidato Fernando Haddad (PT) sobre o aborto e outros temas morais? Vale salientar que até poucos dias atrás ele era o ministro da educação, um importante e estratégico ministério. Um ministério que deve, teoricamente, promover a educação do cidadão brasileiro. Então, o que pensa o ex-ministro sobre o aborto e outros temas?
O que pensam os grandes candidatos a prefeitos de cidades, como, por exemplo, Rio de Janeiro e Porto Alegre? Serão defensores do aborto? Ou serão aqueles políticos que em entrevistas concedidas a intelectuais dizem que o Brasil precisa legalizar o aborto e quando chegam diante do povo dizem que são contrários a essa prática desumana?  A questão está posta. Engana-se quem pensa que o aborto é um assunto que morreu em 2010. Pelo contrário, é um tema que nasceu nesse ano. O cidadão brasileiro está atento às ideias e posturas dos candidatos sobre esse e outros temas morais.
 
Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br)  
Filósofo  


Fonte:
http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=3045

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Coreia do Sul luta contra importação de pílulas à base de carne humana.

A Coreia do Sul intensificou a luta contra o contrabando de pílulas procedentes da China que contêm pó de carne humana, supostamente para curar doenças e melhorar o desempenho sexual, informou nesta terça-feira o governo de Seul.

Desde agosto do ano passado, a alfândega interceptou 17.451 cápsulas ou pílulas contendo pó de carne seca, retirada de fetos ou bebês natimortos. Estas cápsulas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.
Introduzir estes comprimidos no país viola a lei que proíbe produtos que "ferem a dignidade humana e os valores", declarou à AFP Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega.
 
A maioria deles veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji, e eram destinados a clientes sul-coreanos, de acordo com a Alfândega. Vários estavam escondidos em pacotes contendo medicamentos "regulares".
 
As autoridades da Coreia do Sul aumentaram o controle dos voos provenientes de "certas regiões chinesas" e realizam uma análise muito mais rigorosa das bagagens, disse Kim Soo-Yeon.
 
Por enquanto, as pessoas detidas não pareciam pertencer a uma rede estabelecida. Muitos dos presos asseguraram desconhecer a composição desses "medicamentos".
Além do aspecto ético, a Alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nestas pílulas.
De acordo com o jornal Chosun Ilbo, essas cápsulas são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de 27 a 34 euros).

A venda dessas cápsulas é baseada em uma superstição, segundo a qual engolir pedaços de crianças pequenas pode curar doenças ou dar grande força física.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/coreia-sul-luta-importa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%ADlulas-%C3%A0-base-carne-132741413.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

Encontrados no Santo Sudário restos de ungüentos de 2 mil anos atrás

VALENCIA, 01 Mai. 12 / 04:46 pm (ACI/Europa Press)

A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, mas também guardam uma correspondência “com os dos ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos", informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.

A investigadora italiana Marzia Boi assegurou nesta segunda-feira, 30 de abril, em Valência que os restos de pólen encontrados no Santo Sudário de Turim não só correspondem com os que foram se depositando fortuitamente no tecido ao longo da história, como se acreditava até agora, mas também guardam também uma correspondência “com os dos ungüentos e flores que se utilizavam para ritos funerários há 2.000 anos", informou a Arquidiocese de Valência em um comunicado.

O trabalho da pesquisadora, exposto no Congresso Internacional sobre o Santo Sudário que se celebra em Valência, se acrescenta a outros estudos apresentados neste simpósio que mostram a compatibilidade entre o corpo envolvido com a Síndone e o de Jesus Cristo.

Em sua exposição, Marzia Boi, que trabalha no laboratório de Botânica do departamento de Biologia da Universidade das Ilhas Balear, argumentou também que no Evangelho se descreve que a sepultura de Jesus foi realizada com honras de reis, "o que implicava a preparação do cadáver com bálsamos e óleos".

Ao analisar no microscópio as fotos dos polens extraídos em anteriores investigações sobre o Santo Sudário, a investigadora identificou tipos de plantas que "conforme está documentado desde antigo", eram usualmente utilizadas para os enterros.

Entre elas, no Santo Sudário há polens principalmente de Helichrysum, segundo sua observação, assim como láudano, terebinto, gálbano aromático ou lentisco.

A identificação dessas plantas supõe, segundo a Dra. Boi, "um dado adicional que confirma que o homem do Sudário poderia ser Jesus”.

A investigadora indicou que a revisão por parte de especialistas paleólogos de todos os "polens do sudário ajudaria a identificá-los melhor". Do mesmo modo, ela reparou em que os óleos e ungüentos presentes no manto o conservaram por conterem potentes elementos repelentes de insetos e fungos.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23547

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Aborto matou mais pessoas que as guerras do século XX, diz Bispo

BUENOS AIRES, 12 Abr. 12 / 05:41 pm (ACI)

O Bispo de Oberá (Argentina), Dom Santiago Bitar, assegurou que o aborto legalizado em distintos países provoca mais de 50 milhões de vítimas ao ano, o que "supera as mortes de todas as guerras do século XX, inclusive as duas guerras mundiais".

Em uma carta aos fiéis da sua diocese, Dom Bitar também esclareceu que na sua homilia de Sexta-Feira Santa, nunca disse que "os que estão a favor do aborto são genocidas e tem que ser postos para fora da pátria", frase que atribuiu aos meios jornalísticos do país que tergiversaram suas palavras.

O Prelado explicou que essa frase foi usada "unindo erroneamente palavras da introdução a uma oração e as da entrevista".

O Bispo de Oberá recordou que na sua homilia de Sexta-Feira Santa criticou a "contradição que um Estado democrático não defenda os ‘direitos humanos’ dos menores e indefesos, autorize, e inclusive possa chegar a obrigar a médicos a destruir vidas inocentes"

"Não estamos ante as portas de um "silencioso", mas sangrento genocídio?" questionou nessa ocasião.

Dom Bitar também criticou "o silêncio de muitos profissionais da saúde, que conhecem bem que o embrião é uma vida humana distinta e não um pedaço da mulher, ou um órgão a mais do qual se pode prescindir".

"Chama a atenção o silêncio de organismos de Direitos Humanos e grupos ecologistas. Dá a impressão que os "direitos" são somente para alguns e não para todos".

O Prelado também repreendeu aqueles que "só defendem animais e plantas, mas se calam a respeito das crianças não nascidas.

Para o Bispo, também "chama a atenção o silêncio de muitas autoridades políticas, de muitos meios de comunicação, de instituições sociais e inclusive de representantes de outras crenças religiosas".

"Como argentinos ao longo da história, pagamos caro pelo silêncio. Nesta encruzilhada, se nós não falarmos quem falará? Quem será a voz das criaturas que não têm voz?", concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23463

Aos jovens com afeto: CNBB prepara material para falar sobre afetividade e sexualidade com a juventude

Slide02Um material bem produzido, moderno, falando a linguagem da juventude, abordando com seriedade e leveza dois assuntosque estão sempre na cabeça dos jovens: afetividade e sexualidade. Essa é a proposta do Aos jovens com afeto, um subsídio preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, em parceria com as Edições CNBB.
A obra está organizada no formato de um fichário em dois volumes. Ao todo, são abordados 50 temas, distribuídos ao longo de quatro partes (Vida, Sexualidade, Desafios e Atualidade). Entre esses 50 temas, estão, por exemplo: Liberdade, Autoestima, Família, Amor, Relação Sexual, Castidade, Gravidez, Amizade, Erotismo, Aborto, Masturbação, Adoção, Células Tronco, etc.

Aos jovens com afeto pode ser adquirido nas livrarias católicas ou no site das Edições CNBB.

Veja a seguir a apresentação da obra feita por Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão para a Juventude.

Apresentação

Em seu número 114, o Documento 85 da CNBB – Evangelização da Juventude – solicita que a Igreja se empenhe em “elaborar subsídios que favoreçam o amadurecimento juvenil [...] com temáticas relacionadas à educação para o amor [...].” Indo ao encontro deste desejo, encontra-se, aqui, um rico material de apoio referente ao tema da ‘Afetividade-Sexualidade’.
fichasA Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, se alegra em apresentar estes 50 temas fundamentais. Apesar de não ser necessário abordar os temas na mesma sequência em que estão elaborados, há um encadeamento lógico que orientou a escolha.

Primeiro foram apresentados os valores que sustentam e dignificam a VIDA da pessoa humana (1ª. Parte), para, depois, dar a conhecer os fundamentos da sua SEXUALIDADE (2ª. Parte), e elementos que permitam enfrentar os DESAFIOS (3ª. Parte) e considerar a ATUALIDADE provocante na qual se encontram nossos adolescentes e jovens (4ª. Parte).

Desejamos que todos os segmentos ligados ao Setor Juventude – pastorais da juventude, movimentos, congregações religiosas, novas comunidades, grupos juvenis e de crisma, pastoral vocacional, pastoral da educação, institutos de juventude e serviços diversos – façam bom proveito destes subsídios que foram assumidos pela CNBB como mais um instrumento de amadurecimento para o jovem discípulo-missionário. Ao considerar os aspectos antropológicos, culturais, linguísticos, teológicos e doutrinais, os textos oferecem material seguro e adequado, procurando colaborar com “um programa de educação para o amor que integre a sexualidade em um projeto mais amplo de crescimento e maturidade no qual ela seja baseada na liberdade e não no medo; leve em conta as exigências da ética cristã; leve ao amor e à responsabilidade; desperte para a autoestima, principalmente no cuidado com o corpo do próprio jovem e dos outros; tenha Deus, criador da vida, da sexualidade e da alegria, como sua fonte de inspiração” (Doc 85, 103).

Enfim, acreditamos que esta publicação, que contempla assuntos tão presentes na comunicação e cultura juvenis, sirva também de motivação e reforço no processo educativo que os pais assumem diante de seus filhos. O Documento de Aparecida convoca a todos a “estimular e promover a educação integral dos membros da família [...] incluindo a dimensão do amor e da sexualidade” (437e).

Deus abençoe a todos os educadores e evangelizadores da juventude.

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb

Bispo Auxiliar de Campo Grande, MS

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, CNBB


Fonte: http://www.jovensconectados.com.br/noticias/noticia/867-aos-jovens-com-afeto-cnbb-prepara-material-para-falar-sobre-afetividade-e-sexualidade-com-a-juventude

sábado, 28 de abril de 2012

Você sabe o que é a revolução sexual?


A maioria das pessoas pensa que toda essa "promoção da sexualidade", desvirtuando radicalmente a beleza do sexo, seja apenas algo fortuito nascido espontaneamente nos corações dos jovens; não é bem assim.

Atrás de tudo esse sexismo atual (pornografia escrita, filmes pornôs, motéis, comerciais eróticos, músicas, homossexualismo, "gênero", etc. ) que inunda os meios de comunicação (rádio, tv, músicas, internet, cinema, jornais, revistas...) é movido por uma ideologia que foi transformada em "Revolução Sexual" a  partir dos anos 60.

Tudo começou com a filosofia ateísta;  os tais filósofos ateus como Heidegger, Marcuse, Shoppenhauer, Feuerbach, Nietsche, Marx, Engels, Freud e companhia. Um desses, Herbert Marcuse, um judeu alemão (nasceu em Berlim, em  19 de Julho de 1898 e faleceu em 29 de Julho de 1979),  foi um influente sociólogo e filósofo alemão naturalizado norte-americano, pertencente à Escola de Frankfurt, escreveu um livro "Eros e Civilização" (Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1955), que deu partida à Revolução Sexual. É um livro que já está na sua 19ª edição e que é muito lido por jovens universitários.

Marcuse era ateu e comunista. Escreveu muitas obras, entre elas: "Reason and Revolution", 1941 (Razão e revolução, Paz e terra, RJ); "Soviet Marxism", 1958 (Marxismo Soviético, São Paulo, Saga, 1968); "One-Dimensional Man", 1964 (Ideologia da Sociedade Industrial, Editora Zahar, Rio de Janeiro);  "Psychoanalyse und Politik", 1968 (Psicoanálises y politica, Ediciones, Península, Barcelona);  "Towards a Critical Theory of Society", 1969 (Idéias sobre uma Teoria Crítica da Sociedade, Zahar Editores, RJ); "Counter-revolution and Revolution", 1972 (Contra-revolução e revolução, Zahar, RJ, 1973).

O querido e preparado Padre Paulo Ricardo (www.padrepauloricardo.orgr), reitor do Seminário de Cuiabá, MT, mostra muito bem em seu site como Marcuse e outros provocaram a chamada Revolução Sexual que hoje assistimos.  Você pode ouvir sua Palestra "Revolução sexual e Marxismo" no site.

O primeiro grande efeito da filosofia de Marcuse, que vamos explicar, foi o famoso festival "hippies"  de Woodstock, onde predominou a liberação sexual, a música rock pesada e as drogas. A mensagem era essa: "Paz e Amor; não faça guerra, faça amor!"

Aparentemente um belo slogan, que encantou a juventude saida da Guerra do Viet Nan. Em seu livro "Eros e Civilização", Marcuse, que era marxista, e que pretendia acabar com o capitalismo, engendrou a seguinte tese. Ele achava que a sociedade americana era capitalista, amante do dinheiro, porque estravazava nele a repressão sexual que sofria devido à formação cristã que recebera. O tabu sexual abria as portas para a ganância, era a sua tese.

Para o filósofo a repressão sexual fazia o americano estravazar na busca das riquezas a frustração; então, o "remédio" para acabar com o capitalismo era des-reprimir a sociedade capitalista com a liberação sexual, eliminando-se todos os tabus sexuais; e para isso era necessário uma Revolução sexual do tipo "não faça guerra, faça amor"; "paz e amor, bicho!"
  
A droga foi disseminada entre os jovens da primeira geração da Revolução Sexual, com o objetivo de lhes anestesiar a consciência, afim de poderem aceitar a quebra dos tabus sexuais, uma vez que receberam de seus pais uma boa e correta formação sexual. A música teve o mesmo fim.

Para Marcuse o americano fazia guerra (Viet Nam, II Guerra, etc) porque através da guerra mantinha o poder econômico, por ganância produzida pela repressão sexual de sua formação cristã.

Dentro da mentalidade marxista da "luta de classes", Marcuse não deixava uma alternativa para o diálogo com o capitalismo americano, mas somente  a saída do seu aniquilamento. Uma vez que o comunismo não conseguiu fazer isto pelas armas - a derrocada da União Soviética em 1989 mostrou isso - então, devia optar-se pela "revolução dos costumes e da cultura". É por isso que hoje as universidades são o ninho da cultura marxista, pagã, materialista e inimiga radical da Igreja.

Em outras palavras, Marcuse idealizou, com outros filósofos, que a implantação do marxismo-comunismo no mundo moderno só poderia acontecer com a destruição da moral judaico-cristã, razão da repressão sexual. Esse é o seu objetivo; por isso a Igreja hoje está sozinha na defesa da moral cristã  que moldou o Ocidente.

Infelizmente hoje a universidade, com raras e boas exceções, é um antro de ateísmo marxista que prega essa cultura. A Imprensa segue na mesma linha porque os jornalistas são formados em sua grande maioria nessas mesmas universidades. Assim, esses formadores de opinião vão espalhando as essas idéias cujo fruto hoje se vê nitidamente conduzindo também a política: distribuição farta de camisinhas e pílulas abortivas do dia seguinte, apoio ao homossexualismo e lesbianismo, oficialização de casamentos gays, aprovação do aborto, pornografia deslavada em todos os meios de comunicação, especialmente a internet de fácil acesso aos jovens.

O Padre Paulo Ricardo chama a atenção em seu ensino para algo sério. O jovem de ontem (1970 e seguintes) cometia os desatinos sexuais com uma consciência de que fazia algo errado diante da formação que recebeu, mas hoje, a atual juventude já não recebe mais essa formação em casa, então, pratica os desatinos sexuais, e muito piores,  sem a menor dor de consciência. Ele constata, como confessor, que os pecados sexuais hoje são cometidos numa escala muito maior de depravação e  requinte.

Hoje só resta na família e na lgreja uma Resistência contra essa terrível Revolução sexual; os seus frutos amargos estão destruindo não só os jovens, como suas famílias, bem como a sociedade.

Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=94&scat=176&id=3177