sexta-feira, 16 de março de 2012

Por uma “CPI da Verdade Sobre o Aborto”. Ou: Brasileiros Pelo Direito de Decidir contra a Vontade da Fundação Ford

Fonte: http://www.domluizbergonzini.com.br/2012/03/por-uma-cpi-da-verdade-sobre-o-aborto.html


Por uma “CPI da Verdade Sobre o Aborto”. Ou: Brasileiros Pelo Direito de Decidir contra a Vontade da Fundação Ford


14/03/2012
 às 19:15


Em outubro de 2010, o Datafolha fez uma pesquisa para saber a opinião dos brasileiros sobre o aborto: 71% são contrários à legalização ou à ampliação das possibilidades de interrupção legal da gravidez — hoje só permitida em caso de estupro e risco de morte da mãe. Veem com simpatia a ampliação dessas hipóteses 11% dos entrevistados; 7% se disseram favoráveis à legalização em qualquer caso. Alguns levantamentos sustentam que chegam a 82% os contrário a qualquer mudança na legislação.

Não obstante, ou por isso mesmo, como se sabe, o lobby pró-aborto é gigantesco. Uma comissão de juristas, recentemente, propôs, na prática, a sua legalização numa proposta de reforma do Código Penal enviada ao Senado. Segundo o texto, se médicos e psicólogos constatarem que a gestante não tem condições psicológicas de ter um filho — e desde que ela concorde —, o aborto deve ser feito pelo Estado. Na prática, nem é preciso demonstrar, trata-se da legalização por uma via oblíqua, ainda que o tema seja de natureza constitucional.
Muito bem. Um grupo de cristãos — no caso, católicos — passou a defender que se faça “A CPI da Verdade Sobre o Aborto”
Encontrei a convocação para o primeiro ato público em favor da CPI no site de dom Luiz Bergonzini. Está marcado para o dia 21 de março, à partir das 12h30. Os manifestantes devem se reunir, a partir das 11h, na escadaria da Catedral da Sé e marchar até o Fórum João Mendes, centro de São Paulo. Quem não puder comparecer pode aderir a um tuitaço, no mesmo dia 21, a partir das 13h:
#abortonuncamais - @SenadoresBrasil - @CamaraDeputados - @AssembleiaSP
Exagero?É claro que os “moderados” dirão que se trata de um óbvio exagero e que a CPI é descabida porque o aspecto público da questão não está muito claro. Discordo, acho a ideia da CPI boa e vou dizer por quê. A propósito: aqueles que são favoráveis à descriminação do aborto, à legalização ou à ampliação das hipóteses em que ele pode ser realizado deveriam aderir à proposta. É uma questão de honestidade intelectual.
A ministra Eleonora Menicucci foi a uma reunião da ONU e aceitou de bom grado a farsa de que 200 mil mulheres morrem por ano no Brasil em razão de abortos clandestinos. Sustenta-se que um milhão de procedimentos ilegais são feitos por ano no país. Chegou a hora de sabermos:
- qual é a origem desses números?
- são definidos com base em quais informações?
Ora, o Ministério da Saúde define políticas públicas para a área, não? Segundo o ministro da pasta, Alexandre Padilha, houve 705 mortes mortes de mulheres em decorrência da gestação no primeiro semestre de 2011. Mantida a tendência, haverá 1410 no ano — ou 0,7% do que alardeiam os grupos favoráveis ao aborto. Parece não existir hipótese, dado o número de crianças que nascem no país, de haver 1 milhão de abortos clandestinos por ano.
PARECE QUE ALGUÉM ESTÁ MENTINDO PARA FRAUDAR POLÍTICAS PÚBLICAS E ENGANAR OS BRASILEIROS. Mas, é claro!, pode ser que exista uma realidade subterrânea, que todos ignoramos, só descoberta por esses militantes, e que esteja em curso no Brasil, com efeito, um verdadeiro “mulhericídio”. Numa CPI, os que sustentam esses números poderão apresentar as suas evidências.
Mais: mesmo essas mil e poucas mortes têm de ser esclarecidas. Aconteceram em quais circunstâncias?
Lobby e financiamento externoOs brasileiros também têm o direito de saber quais são as entidades, especialmente as estrangeiras, que financiam os grupos pró-aborto no Brasil e por quê. É o caso, por exemplo, da onipresente Fundação Ford. Não há hipótese de haver uma luta ruim (a meu juízo, claro!) no país que não conte com dinheiro desses valentes. Lembro, de cabeça, alguns exemplos:
- descriminação do aborto;
- controle social dos meios de comunicação;
- racialismo;
- demarcação contínua da Raposa Serra do Sol e consequente expulsão dos arrozeiros;
- ambientalismo do miolo mole.
Pesquisem. É possível achar causas de “A” a “Z”. Seus financiados, não raro, são chamados a colaborar com o governo e participam das conferências públicas, fazendo um lobby intenso. Não se trata, pois, de mera questão privada.
“Mas o que há de mal nesse financiamento?”, indagará alguém. Depende! Se o objetivo é sustentar uma mentira para interferir na formulação de políticas públicas, é evidente que isso tem de ser do interesse do Parlamento — e das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais. Se há algo que essas entidades estrangeiras saibam e a gente não, então chegou a hora de… saber!
Que mal poderá fazer a CPI? Grupos como o CFemea, Católicas Pelo Direito de Decidir e congêneres certamente não têm nada a esconder — inclusive não devem ter motivos para esconder suas fontes de financiamento e de informação. Com tudo colocado às claras, o país escolherá o melhor para as mulheres brasileiras.
CPI já! Viva a transparência! Quem tem medo da informação!
Agora faço parte do grupo “Brasileiros pelo Direito de Decidir Mesmo Contra a Vontade da Fundação Ford”.
PS: Antes que algum tontinho me acuse de estar alimentando teorias conspiratórias, destaco que não há nada de irrealista, abstrato ou mágico no dinheiro que essas entidades dão a esses grupos que parecem alimentados apenas por sua fome do bem, do belo e do justo.
PS2 - No que diz respeito à questão de fé, a CPI é uma luta de todos os cristãos, não apenas dos católicos. No que diz respeito ao direito à informação correta, esta é uma luta de todos os brasileiros, também dos agnósticos e ateus — e os há aos montes contrários ao aborto. Mesmo aqueles que são favoráveis, se honestos intelectualmente, devem convir que a verdade é um bem, não um mal. 
Por Reinaldo Azevedo

Abortistas desviavam dinheiro de mamografias para praticar abortos

Fonte: http://www.domluizbergonzini.com.br/2012/02/abortistas-desviavam-dinheiro-de.html



fevereiro 1, 2012 por Wagner Moura
A indústria do aborto, nos Estados Unidos, não conta mais com as doações da maior fundação americana de financiamento para pesquisas sobre câncer de mama, a Fundação Susan G. Komen. O anúncio foi feito ontem, 31 de janeiro, pela porta-voz da Komen, Leslie Aun.
A fundadora da Komen explica em vídeo, em inglês, que as doações para Planned Parenthood cessaram porque, entre outras coisas, os abortistas *não* promovem exame de mamografia para as mulheres – eles mentiam que faziam isso para receber verbas da Komen, mas aí descobriu-se que eles meramente encaminhavam as mulheres para hospitais onde o exame era feito.
A Fundação alegou que sua nova política interna não permite doações para instituições que estão sob investigação de autoridades governamentais por causa de conduta criminosa e “manuseio incorreto de verbas federais”, como acontece com a Planned Parenthood – maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos.
De 2009 a 2010 a rede de abortos recebeu $629.159 mil dólares da Fundação Komen. As mudanças na política interna da Fundação também influem sobre as doações para pesquisas com células-tronco: desde 30 de novembro de 2011 a Fundação determinou que os fundos para essas pesquisas só podem ser direcionados a estudos que não criam e não destroem embriões humanos.
Mensagens de apoio à Fundação Komen devem ser enviadas pelo email news@komen.org. O boletim Friday Fax, que divulga ações de militantes pró-vida na ONU, sugere que se envie a seguinte frase, em inglês: “Thanks for defunding Planned Parenthood”. O escritório da Komen, segundo Friday Fax, recebeu mais de duas mil mensagens de abortistas repudiando o fim de doações à indústria do aborto.
Mais informações: LifeSiteNews e Friday Fax em Português



Aborto: Bilhões para matar inocentes!

Fonte: http://www.domluizbergonzini.com.br/2011/11/bilhoes-para-matar-inocentes.html


Muito dinheiro para o aborto na América Latina de 1991 a 2010 e aumentando. E você aí estudando, trabalhando, estagiando, rezando… Tsc, tsc, tsc! Já pensou em entrar para o negócio do lobby do aborto? É um trabalho sujo, mas por alguns milhões de dólares há quem possa fazer. Para esse trabalho, na América Central e no México, em nove anos, foram “investidos” 1,6 bilhões de dólares. No mesmo período, na América do Sul, investiu-se um pouco mais no controle populacional: 1,99 bilhões de dólares.
De 1980 a 2011 Lady Keitólica e suas amigas da ONG Católicas pelo Direito de Decidir receberam da Buffett Foundation 12 milhões de dólares e, da Fundação Ford, 14 milhões de dólares. No total de todas as doações feitas por essas e outras fundações, a ONG abocanhou 62 milhões de dólares em todo mundo, sendo 93% desse dinheiro gasto na América Latina.
De 1998 a 2007, só no Brasil, Lady Keitólica e amigas fizeram a festa com 670 mil dólares. Um dado bem conservador quando é sabido que, internacionalmente, a presidente dessa organização fatura 200 mil dólares por ano. E não tem criança para cuidar, não, fica tudo pras amigas.
Todas as amigas de “Católicas”, as outras organizações humanitárias com horror ao “produto do concepto”, ao “preenchimento da cavidade uterina”, garantiram, só no Brasil, onde somos mais de 194 milhões de habitantes, 315 milhões de dólares de 1991 a 2010. Tudo destinado à promoção do “debate” do aborto, da proliferação de contraceptivos e esterilizações. Controle populacional.
Nem de longe, no entanto, somos o país onde os gastos pró-aborto são maiores. Na Nicarágua, onde há veto total ao aborto – sem exceções -, 400 milhões de dólares são investidos por várias organizações no controle populacional. E o país tem apenas 6 milhões de habitantes (sim… No Brasil, com seus 194 milhões, “apenas” 315 milhões de dólares foram investidos e, na pobre Nicarágua, com população menor que o Rio Grande do Sul, 400 milhões foram investidos!!!!).
No México, onde existem mais de 113 milhões de pessoas, e onde o aborto é permitido em alguns casos, 375 milhões de dólares foram investidos. Pouco mais que no Brasil! Pois sim, aprender espanhol é lucro na certa pro lobby do aborto.
Na Costa Rica, país com população majoritariamente católica, porém convencida pelos “benefícios” do controle populacional, 21 milhões de dólares foram derramados – o país tem quase a mesma população da Nicarágua, mas não se importa tanto com valores pró-vida como a Nicarágua, então há menos com o que se preocupar.
Mas não são os latinos os mais cobiçados pelos promotores do controle populacional. Pois é! Abortista latino sofre… Tanto que eles estão se esforçando por aqui e sequer são bem remunerados como os abortistas que atuam na África. A vida é injusta!
A África é o continente predileto dos abortistas: em nove anos, 25 bilhões de dólares foram derramados lá para promover o controle demográfico (aborto, anticoncepcionais, esterilizações – não raramente sem o consentimento das mulheres). Depois vem a Ásia, com 10 bilhões, no mesmo período: de 1991 a 2010.
Todos esses números são abordados na palestra do Mario Rojas, a que eu mais gostei. Para assisti-la basta clicar aqui e, se tiver pressa, ir para o minuto 10 e seguir até o minuto 22.
E você acha que abortamento é uma questão de direitos e liberdades civis? É a economia, estúpido! A indústria do aborto é só um dos melhores negócios da indústria do controle demográfico: há instituições que, sabe-se lá por qual razão, têm todo interesse do mundo em diminuir o número de seres humanos nesse planeta. E isso dá muito, muito dinheiro, especialmente depois que inventaram a fertilização in vitro – mais cara que um aborto e tão eficaz quanto, por paradoxal que isso possa parecer. Mas o assunto da fertilização já é história para a engenharia genética…
O resultado de tanto dinheiro é óbvio: pessoas infelizes, doentes e morrendo. Morrendo! É, afinal, para a morte, que essa gente toda aí trabalha, conscientemente ou não, tanto faz.
Mas o mundo não está lotado? Não é mesmo caridoso matar bebês, crianças e idosos? Somos 7 bilhões! Sim, somos. E cabemos todos no Estado do Texas… O mundo é bom, Sebastião! O mundo é muito grande. Dá para todos nós.
Mas, se em todo caso, você quer mesmo é dinheiro e eu só lamento… Então entra no jogo desse pessoal para processá-los. Quanto você pode ganhar como advogado, psicólogo, jornalista, profissional liberal, para ajudar uma mulher que foi esterilizada contra sua própria vontade ou sequer sem saber que isso acontecia? Essas mulheres existem, são pobres e analfabetas, em geral, e vítimas desses investimentos milionários.
São sobre elas que algumas feministas conceituam políticas e táticas, embora jamais dariam as mãos para essas mulheres! Porque para elas não se trata de trabalhar em prol de um ser humano, mas de uma ideia, de uma ideologia, de uma maluquice que se criou para estar bem longe da realidade, mesmo enquanto se ganha muito dinheiro falando dela.
***
Atualizando: E a Fundação McArthur? Quanto essa fundação pró-aborto deu para Lady Keitólica e amigas? O negócio delas é a Ford Foundation… McArthur é pra coffee break, só. Risos. Mas, de 1980 a 2010 foram 6 milhões de dólares. Jogar na mega-sena pra que, né? Minha pergunta particular é se isso é dinheiro lícito…
Aborto é crime como tráfico de drogas é crime. Se eu recebesse dinheiro do tráfico de drogas localizado em um país onde esse tráfico é legalizado, dinheiro para fomentar o “debate” sobre legalização das drogas no meu país… Estou cometendo um crime, ainda que eu não diga em público que faço apologia ao que pretendo tão somente debater? Não sei. Não faço ideia. Mas a mim me parece que tem algo errado em tantos milhões, dinheiro de fundações declaradamente pró-aborto, derramados para organizações, que nem brasileiras são, “debaterem” por aqui…
Ô debatezinho caro! Pior é imaginar que os maiores patrocinadores dessa gente podem ser bem conhecidos de todos nós, infelizmente.

"Pílula do dia seguinte" é mais perigosa que aborto cirúrgico, diz estudo

Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=not&cat=107&scat=79&id=4836


Recente estudo australiano constatou que uma alta percentagem das mulheres que usaram a abortiva "pílula do dia seguinte" ? a RU 486 ? tiveram que ser hospitalizadas por causa da própria pílula, informou a agência LifeSiteNews. O estudo verificou que pelo menos uma dúzia de mulheres morreu por causa dessa pílula e outras 1.100 foram danificadas nos Estados Unidos segundo dados oficiais de 2006 da Food & Drug Agency.Os resultados do estudo foram publicados na revista médica Australian Family Physician.

Veja a íntegra:
http://www.frcblog.com/wp-content/uploads/2011/05/Australian-AERs_RU486_201105mulligan.pdf

3,3% das mulheres que usaram essa pílula no primeiro trimestre de gravidez tiveram que ser tratadas no hospital por complicações ou problemas de emergência. O número sobe para 5,7% entre as mulheres que a usaram no período em que costuma ser fornecida as mulheres pelas empresas ou órgãos governamentais do aborto.
Esses números são muito superiores á percentagem de 2,2% de mulheres hospitalizadas com complicações causadas por um aborto cirúrgico. Os números poderiam ser maiores porque o estudo só considerou os dados de hospitais onde há estatísticas metódicas e não incluiu o resultado do uso sem controle.
Paradoxalmente, os autores do relatório são favoráveis ao uso da RU-486. Mas, Margaret Tighe, de Right to Life Australia, discordou e declarou ao diário Weekend Australian: "nós sempre dissemos que tomar a RU 486 teria efeitos deletérios na saúde da mulher... tomar uma pílula parece muito fácil, mas o que estamos vendo é um número de complicações". Outras ONGs pró-vida australianas pronunciaram-se no mesmo sentido.

Nos EUA, Chris Gacek, do Family Research Council, comentou que durante muitos anos sua associação e a American Association of Pro Life Obstetricians and Gynecologists (AAPLOG) vinham esclarecendo que "os abortos quimicamente provocados são mais danosos que os abortos cirúrgicos".

Fonte: 
http://revculturalfamilia.blogspot.com/

quinta-feira, 1 de março de 2012

Discurso de Bento XVI aos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé


Sábado, 29 de outubro de 2011, 10h25

Discurso do Papa à Conferência Episcopal de Angola e São Tomé



(...) os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Batismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contra a corrente guiados pelo espírito das Bem-aventuranças. Nesta linha, queria abordar três obstáculos, onde naufraga a vontade de muitos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo. 



  • O primeiro é o chamado "amigamento", que contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana. O reduzido número de matrimônios católicos, em vossas comunidades, indica uma hipoteca que grava sobre a família, cujo valor insubstituível para a estabilidade do edifício social conhecemos. Ciente deste problema, a vossa Conferência Episcopal escolheu o matrimônio e a família como prioridades pastorais do triênio em curso. Que Deus cubra de frutos as iniciativas a bem desta causa! Ajudai os casais a adquirir a maturidade humana e espiritual necessária para assumirem de modo responsável a sua missão de esposos e pais cristãos, recordando-lhes que o seu amor esponsal deve ser único e indissolúvel como a aliança entre Cristo e a sua Igreja. Este tesouro precioso deve ser salvaguardado, custe o que custar.


  • Um segundo obstáculo na vossa obra de evangelização é o coração dos batizados ainda dividido entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas. Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2117). Efeito abominável é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria. Lembrados de que a vida humana é sagrada em todas as suas fases e situações, continuai, queridos bispos, a levantar a vossa voz a favor das suas vítimas. Mas, tratando-se de um problema regional, convinha um esforço conjunto das comunidades eclesiais provadas por esta calamidade, procurando determinar o significado profundo de tais práticas, identificar os riscos pastorais e sociais por elas veiculados e chegar a um método que conduza à sua definitiva erradicação, com a colaboração dos governos e da sociedade civil.

  • Por último, queria referir os resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias de outras partes da nação. Expresso o meu apreço àqueles de vós que aceitaram uma missão pastoral fora dos confins do seu grupo regional ou linguístico, e agradeço aos sacerdotes e às pessoas que vos acolheram e ajudaram. Na Igreja, como nova família de todos os que acreditam em Cristo (cf. Mc 3, 31-35), não há lugar para qualquer tipo de divisão. "Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão: eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fiéis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo" (João Paulo IICarta Novo millennio ineunte, 43). Ao redor do altar, reúnem-se homens e mulheres de tribos, línguas e nações diversas, que, partilhando o mesmo corpo e sangue de Jesus-Eucaristia, se tornam irmãos e irmãs verdadeiramente consanguíneos (cf. Rm 8, 29). Este vínculo de fraternidade é mais forte do que o das nossas famílias terrenas e o das vossas tribos.

Gostaria de concluir estas minhas considerações, com algumas palavras que pronunciei ao chegar a Luanda, na referida visita: "Deus concedeu aos seres humanos voar, sobre as suas tendências naturais, com as asas da razão e da fé. Se vos deixardes levar por elas, não será difícil reconhecer no outro um irmão que nasceu com os mesmos direitos humanos fundamentais". Sim, amados Pastores de Angola e de São Tomé e Príncipe, formais um povo de irmãos, que daqui abraço e saúdo. (...)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vaticano estuda infertilidade para dar soluções acessíveis e morais ao tema

 Vaticano, 25 Fev. 12 / 01:43 pm (ACI/EWTN Noticias)

Enquanto na Costa Rica a Corte Interamericana de Direitos humanos tenta impor a fecundação in vitro, durante uma semana, a Pontifícia Academia para a Vida no Vaticano reúne a peritos de todo o mundo para a 18º Assembléia Internacional. O objetivo deste ano refletir sobre o diagnóstico e as terapias da infertilidade.

Dom Ignacio Carrasco da Paula, Presidente da Academia Pontifícia para a Vida, explicou quais os objetivos que buscados neste encontro: "a Academia quer contribuir aos esforços de frear a proliferação da infertilidade, que freqüentemente destrói o justo desejo de paternidade e maternidade para muitos casais".

"Por outro lado, deseja proporcionar informação sobre os últimos avanços na prevenção e o tratamento deste problema com o fim de dar esperança aos casais inférteis", acrescentou.

Segundo as estatísticas mais recentes a infertilidade se converteu em um problema médico importante que afeta 15% da população dos países industrializados e 30,9% dos países em desenvolvimento.

Tendo em conta este fato e o sofrimento que causa a infertilidade nos casais, a Academia Pontifícia para a Vida deseja participar ativamente na busca de soluções novas e eficazes acessíveis ao público em geral.

Dado que os tratamentos atualmente disponíveis são limitados, o desafio exposto pela Academia pontifícia aos cientistas é compartilhar seus conhecimentos na busca de novas alternativas que dêem esperança aos casais e não promover aquelas que são incompatíveis com a moral católica como a fecundação in vitro.

Os estudiosos participantes escolhidos entre os melhores peritos internacionais e o desafio ir além da mera gestão dos sintomas até o tratamento real da infertilidade.

Entre os participantes se encontram os sacerdotes argentinos padre Alberto Bochatey OSA, reitor do Colégio Internacional Santa Mônica (Roma), e o presbítero Rubén Revello, diretor do Instituto da Bioética da Pontifícia Universidade Católica Argentina "Santa Maria de Buenos Aires".

A Academia pediu aos profissionais atribuir as opções atuais de diagnóstico e tratamento das verdadeiras causas da infertilidade, com o fim de criar um degrau no avanço rumo a soluções permanentes par ao problema.

A doutrina católica se opõe à fecundação in vitro por duas razões primitivas: primeiro, porque se trata de um procedimento contrário à ordem natural da sexualidade que atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimônio; segundo, porque a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.

As sessões da Assembléia estão abertas ao público que poderão as seguir através da página Web da Academia Pontifícia: www.academiavita.org

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa para Quaresma de 2012


Terça-feira, 07 de fevereiro de 2012, 10h22

Mensagem do Papa para Quaresma de 2012


Boletim da Santa Sé



«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras»
(Heb 10, 24)


Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012


Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.
Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.
1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.
O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bemdo outro e a todo o seu bemO grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.
O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf.1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.
2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.
O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.
Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).
3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.
Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.
Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).
Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 3 de Novembro de 2011





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